Por que vale a pena incluir os distritos de Brumadinho no seu roteiro?
Descubra Piedade do Paraopeba, Casa Branca, Córrego do Feijão, Aranha e Melo Franco: os distritos que revelam o outro lado de Brumadinho, muito além do Inhotim.

Quando o assunto é Brumadinho, o Instituto Inhotim costuma ser o primeiro nome que vem à cabeça, e com razão. Mas quem se limita ao museu perde uma parte essencial do que faz desse território mineiro tão especial: seus distritos. Espalhados entre montanhas, vales e estradas sinuosas, Piedade do Paraopeba, Casa Branca, Córrego do Feijão, Aranha e Melo Franco guardam histórias centenárias, arquitetura preservada, gastronomia de raiz e um ritmo de vida que convida o visitante a desacelerar.
Neste artigo, mostramos por que vale tanto a pena expandir seu roteiro para além da sede e do museu, e como o Experimente Brumadinho pode te ajudar a planejar essa jornada pelo território.
Brumadinho é maior do que parece

Com um território que passa dos 600 km², Brumadinho não se resume a um único núcleo urbano. O município é formado por diversos distritos e povoados, cada um com identidade e atrativos próprios. Essa diversidade geográfica é justamente o que torna a experiência tão rica: em poucos quilômetros de distância, é possível passar de um casario colonial centenário a um ateliê de cerâmica contemporânea, ou de uma igreja barroca a um restaurante de gastronomia mineira autoral.
Conhecer os distritos é, na prática, conhecer o Brumadinho mais autêntico, aquele que se revela aos poucos, na conversa com os moradores, nas receitas de família e nas construções que contam a história da região desde o período das bandeiras.
Piedade do Paraopeba: história viva no seu próprio ritmo

Um dos povoados mais antigos de Minas Gerais, Piedade do Paraopeba antecede até mesmo cidades históricas como Ouro Preto e Mariana. Fundado ainda no século XVII, o distrito preserva ruas tranquilas, casarões antigos e uma igreja matriz centenária que resistiu ao tempo.
Vale lembrar que Piedade do Paraopeba fica mais próxima de Casa Branca do que do Inhotim, por isso o trajeto até lá exige um tempo maior de estrada. Justamente por essa distância, vale a pena reservar um dia específico do roteiro só para explorar essa região com calma, sem tentar encaixá-la no mesmo dia da visita ao museu. É um ótimo ponto de partida para conhecer outros distritos vizinhos e para experimentar a gastronomia local, que vai da comida mineira tradicional a opções mais contemporâneas.
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Casa Branca: charme rural e gastronomia sofisticada

Cercado por montanhas, o distrito de Casa Branca é conhecido pelo clima ameno, pelas pousadas aconchegantes e por reunir alguns dos restaurantes mais elogiados da região. A história do povoado remonta ao século XVII, quando surgiu para abastecer tropas e mineradores que passavam pela área, o que faz de Casa Branca um território ainda mais antigo do que a própria sede de Brumadinho.
Hoje, o distrito combina esse legado histórico com uma vocação gastronômica forte, sendo parada obrigatória para quem busca boa comida em meio à paisagem serrana.
Córrego do Feijão: patrimônio e simplicidade

Córrego do Feijão é outro distrito que carrega décadas de história no interior mineiro, com um ritmo de vida simples que contrasta com a agitação das grandes cidades. Hoje, a comunidade também é um exemplo de reconstrução, reunida em torno da Praça 25 de Janeiro, que concentra alguns dos espaços mais interessantes do roteiro.
O Mercado Central Ipê-amarelo reúne uma cozinha escola voltada para formação em gastronomia, além de padaria e confeitarias artesanais, pizzaria, sorveteria e uma loja colaborativa com produtos feitos pela comunidade, como plantas ornamentais e artesanato. Bem ao lado, vale subir até o mirante Três Coqueiros, que garante uma vista ampla de toda a região.
O Centro de Cultura e Artesanato Laudelina Marcondes funciona como extensão da praça comunitária, com jardins em diferentes patamares que recebem shows musicais e mostras de cinema ao ar livre, além de abrigar a biblioteca do bairro, aberta a moradores e visitantes. Para fechar o passeio, a Horta Cheiro Verde oferece uma experiência sensorial em meio às hortaliças e ervas aromáticas cultivadas pela comunidade. Os produtos são agroecológicos, sem o uso de agrotóxicos ou outros insumos químicos, o que garante um processo produtivo de baixo impacto ambiental e alimentos mais saudáveis e saborosos, além de ser uma ótima oportunidade de conhecer de perto a história de reconstrução de seus anfitriões.
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Leia também: Brumadinho em um dia: Córrego do Feijão
Aranha e Melo Franco: fé, praça e sabor de mexerica

No distrito de Aranha, o destaque fica por conta da Igreja de Jesus, Maria e José e da charmosa Praça do Aranha, pontos de encontro da comunidade local e paradas simpáticas para quem está de passagem.
Já em Melo Franco, um dos principais povoados da região, o cenário é dominado pelos pomares: o local é um dos maiores produtores de mexerica de Minas Gerais e celebra essa vocação todos os anos com o Festival da Mexerica, reunindo música, cultura e muita fruta fresca.
Encosta da Serra da Moeda: paisagens que emolduram o roteiro

Boa parte dos atrativos culturais e gastronômicos de Brumadinho está concentrada na região da Encosta da Serra da Moeda, a cerca de 45 a 50 minutos de Belo Horizonte. Além da proximidade com a capital mineira, a região se destaca pelas paisagens de montanha que servem de cenário para grande parte das experiências oferecidas no território.
É também na Encosta da Serra da Moeda que se concentra a maior parte dos ateliês de cerâmica de Brumadinho, um dos pólos ceramistas mais importantes de Minas Gerais, com cerca de 20 ateliês espalhados pela região. Entre eles está o Ateliê Erli Fantini, referência há mais de 50 anos em peças artísticas, com oficinas acessíveis a todos os níveis, do iniciante ao avançado. Há também o Ateliê Cerâmica Raiz, onde os ceramistas Cecília e Lenine conduzem vivências guiadas por todo o processo, da retirada da argila à queima no forno catenário, encerradas com um café mineiro servido nas próprias peças produzidas ali. E o Ateliê Eny Amorim, instalado na Pousada Estalagem do Mirante, que une a experiência com a cerâmica a um dos pores do sol mais bonitos de Brumadinho.
Como incluir os distritos no seu roteiro

A boa notícia é que não é preciso escolher entre o Inhotim e os distritos, o ideal é combinar as duas experiências. Aqui vão algumas dicas para planejar sua visita:
Reserve pelo menos um dia extra além da visita ao museu para explorar os povoados com calma.
Use Piedade do Paraopeba ou Casa Branca como base, já que ambos ficam próximos de vários outros pontos do território.
Aproveite para conhecer o Catálogo Céu de Montanhas, que reúne empreendimentos locais de turismo rural e de base comunitária espalhados pelos distritos.
Consulte o Mapa Turístico Digital do Experimente Brumadinho, que indica onde comer, onde se hospedar e o que fazer em cada microrregião do município.
Um destino que se descobre aos poucos

Os distritos de Brumadinho são a prova de que o município vai muito além do já consagrado Instituto Inhotim. Cada povoado tem sua própria identidade, seus próprios sabores e sua própria forma de contar a história de Minas Gerais, e é justamente essa diversidade que transforma uma simples visita em uma verdadeira imersão cultural.
Pronto para expandir seu roteiro por Brumadinho? Acesse o site do Experimente Brumadinho, confira o Mapa Digital e planeje uma viagem que vai muito além do museu. Para acompanhar novidades, atrativos e roteiros por todo o território, siga nosso perfil no Instagram!








